Brasil busca na China novos sistemas de artilharia para seu Exército
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Brasil busca na China novos sistemas de artilharia para seu Exército

O programa de aquisição de artilharia sobre rodas é uma capacidade inédita na Força Terrestre Brasileira
Demonstrao de tiro do obuseiro sh5
Comitiva brasileira posa com o obuseiro sobre rodas chinês. Foto: Norinco
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Uma delegação do Exército Brasileiro, chefiada pelo chefe do Gabinete de Projetos do Exército, general Rocha Lima, iniciou uma série de atividades na República Popular da China de 19 a 22 de junho para identificar oportunidades de cooperação na área de projetos estratégicos , especialmente no programa de obtenção de artilharia sobre rodas, capacidade inédita na Força Terrestre Brasileira.

Tres competem obuseriroO SH-15 enfrenta no Brasil as ofertas do Caesar/KNDS e do Atmos/Elbit Systems. Foto: Roberto Caiafa

O marco inicial foi uma visita às instalações da gigante estatal Norinco na cidade de Qiqihaer, local onde são fabricados equipamentos de Artilharia. Naquela localidade, os militares tiveram a oportunidade de assistir a uma demonstração de tiro do Obuseiro Autopropulsado sobre Rodas SH 15 de 155mm/52 calibres. 

Durante o evento, foi possível verificar as capacidades do armamento, que se apresenta como uma das opções da Força para futuramente equipar algumas organizações militares da Artilharia.  Atualmente, o sistema se encontra em uso nos Exércitos da China, Paquistão e Etiópia.


Escola de artilharia chinaA delegação brasileira no Instituto de Artilharia do Exército Chinês, na Cidade de Nanjing. Foto: Norinco

No prosseguimento, a delegação brasileira visitou o Instituto de Artilharia do Exército Chinês, localizado na Cidade de Nanjing. Durante a atividade, foi possível verificar como está estruturada a capacitação de especialistas no emprego dos meios de apoio de fogo daquela nação.

Programa Estratégico do Exército Defesa Antiaérea

Encerrando as atividades da Comitiva do Exército na China, mais especificamente na localidade de Alxa, ocorreu uma demonstração de tiro do Sistema de Defesa Antiaérea Sky Dragon 50 GAS2, que emprega mísseis de médio alcance DK10A, material em uso nos Exércitos do Marrocos e de Rwanda, bem como, uma reunião para estudo de eventuais oportunidades de cooperação mútua. 

Snapshot 1914O Sistema de Defesa Antiaérea Sky Dragon 50 GAS2 é composto por viaturas radar, C2 e lançadora. Imagem: Norinco

Sistema de Defesa Anti-aérea superfície-ar de médio alcance Sky Dragon foi apresentado pela primeira vez em setembro de 2014 na Àfrica do Sul. Trata-se de um sistema de mísseis de defesa aérea de última geração com alcance máximo de 50 km que usa o míssil DK-10A derivado do míssil ar-ar da série PL-12.

O DK-10 é derivado do SD-10A, e o míssil é alongado com um estágio de reforço adicional (booster) e também tem um diâmetro maior do que o míssil ar-ar original. O DK-10A tem alcance de 3 a 50 km, podendo ser usado de uma altura de 30 metros a 20 km. 

Phoca thumb l reunio para identificar oportunidades de cooperaoFlagrante da reunião para estudo de eventuais oportunidades de cooperação mútua. Foto: Norinco

O míssil voa a mais de 1.000 metros por segundo e é altamente manobrável, com uma sobrecarga máxima de 38G. Para atingir o alvo, o míssil usa um sistema de orientação inercial e atualização via data-link criptografado. A ogiva de fragmentação explosiva pesa 20 kg.

Snapshot 1916O Sistema de Defesa Antiaérea Sky Dragon 50 GAS2 é composto por viaturas radar, C2 e lançadora. Imagem: Norinco



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